E hoje, ao chegar no trampo, abro meu e-mail como de costume. Tá lá o e-mail matinal da véia, a @juliagdp. Mas, dessa vez, o assunto já me indicava o que estava por vir: brisa. Sim, brisa. Ok, abri crente que era uma coisa normal, afinal, a Jú brisa o tempo inteiro! Mas não, meu bem. A menina foi longe! E eu adorei! CASO eu me case algum dia (o que eu duvido), definitivamente, o brinde será da Júlia. Fato.

Fica o brinde que ela me mandou!

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From: nmjulinha@hotmail.com
To: lu.luk@hotmail.com

Subject: Brisa!
Date: Thu, 3 Dec 2009 02:33:56 +0000

din din din (talher batendo na taça)…

AHAN…

um minuto da atenção de vcs…

“Quero propor um brinde a esta ocasião tão especial…Quem diria, Luiza Dias Vieira casando, HÁ, ninguém imaginou isso, né? Nem ela! Aquela menina sem dente, amiguinha fura-olho, aquela que já me acordou cantando “vai galera, coração…”…se casando? Pfff…Dificil mesmo de imaginar…Enfim, a menina cresceu…foi mto pra praia e pra pescarias com alguns namoradinhos na adolescencia, em shows da Banda Cine, até pelo banheiro da produção do casos de familia ela passou… Já pensou em criar um poodle, um emo de 17 anos e um qq de 16 anos, já comeu morango na casa da sogra e virou azeitona do nada…Olha, esse moço q esta com ela deve ter feito uma macumba braba, colocado o nome dela na boca do sapo, jogado na alê…quer dizer na oferenda…Pq aguentar seu mau humor, suas neuras, crises, carências e, principalmente, fazer ela se apaixonar e se casar…Pessoas, só pode ser UM MILAGRE! Um brinde ao milagre…Ah! Sim, e a felicidade dos dois!”

HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHA

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Glossário

  • sem dente: de fato.
  • fura-olho: é o cacete.
  • galera coração: Júlia ama essa música.
  • praia e pescaria: lugares agradáveis, mas impróprios para menores.
  • show do Cine: hum… show do Cine, ué. Nunca fui, só pra constar.
  • banheiro do Casos de Família: óbvio. Trabalhei lá.
  • poddle: gosto de cachorros.
  • emo de 17 anos: emo.
  • 16 anos: emo também.
  • morango na sogra: ODEIO morango. Informação importante.
  • azeitona: não sei o que é isso.
  • alê: Alessandra = oferenda. Nossa amiga de cor, a afro-Sandy.
  • mau-humor, crise: Luiza.
  • carência: Júlia.
  • milagre: concordo.

Beijomeliga, ;*

Foi assim, com esta frase, que ele broxou toda a pegada que tiveram. Como se ela tivesse perguntado algo. Como se ela se importasse com a vida amorosa do indivíduo com quem acabara de trocar beijos escondidos na área da lavanderia. Ela sabia só o necessário para que aquela ficada acontecesse: sim, pra variar, ela estava solteira. Só. Só isso que a impediria de ficar com alguém.

E o pior, aquela frase soou como se ela fosse procurá-lo depois, loucamente apaixonada, implorando por um envolvimento. Ora, faça-me o favor! Qual a dificuldade em aceitar que as mulheres podem, sim, e isso fazemos muito bem, de pegar e não se apegar? Seria essa uma capacidade restrita ao universo masculino?

Ok, vamos combinar que o cara era encantador. Seu estilo de vida, sua calça jeans e camiseta, seu rosto bem bonito… Realmente encantador. Todo o conjunto a fascinou. Mas isso não significa que ela o queira por toda a vida. Que seja, ela só o quis por aquele momento. Pode ser?

Mas se ele não estivesse entrando em um relacionamento sério…

Pois é. Momentos sozinha na facul, com uma caixinha de Eskibon, me deixam um tanto quanto reflexiva.

A caixinha em questão me fez pensar, e muito, sobre a minha fidelidade (ou a falta dela) comigo mesma. Porra, eu sou frouxa pra caramba! A promessa que me fiz de diminuir os doces, para, consequentemente, diminuir os centímetros da minha bunda gigante coxa, vai pelo cano todo santo dia.

Puxando pela memória, me lembrei de uma reportagem muito boa que li na Vida Simples sobre auto-sabotagem (aposto que você não leu, portanto, clique aqui), e me dei conta do quão adepta eu sou dessa prática.

Os cinco minutinhos que me fazem perder o horário. A indecisão de escolher uma roupa para sair de casa, indo trabalhar com a única que os tais cinco minutinhos me permitem. A minha falta de organização. O porre de sábado, que me faz prometer todo fim de semana que nunca mais vou beber. As mesmas brigas, os mesmos erros, as mesmas reclamações.

De repente, Chico Buarque se materializou na minha frente, riscado em dois versos. “Todo dia ela faz tudo sempre igual”. Isso me incomodou. E me incomoda.

Como diria uma amiga minha, “Ah, meu… Por que eu sou assim?”. E pelo jeito, é porque eu quero ser assim. Eu devo ser muito previsível. Pensando melhor, eu devo ser extremamente previsível!! Até uma cabine para chamar de minha, seja no banheiro da facul ou do trampo, eu tenho! E olha que tem n banheiros na Rio Branco. E eu elegi uma em cada um deles.

Pensar que amanhã será um novo dia, mas repleto de velhos erros, me emputece. Dia após dia. Semana após semana. Ano após ano? Não, chega.

Quer saber? Amanhã mesmo eu troco a minha cabine no banheiro.

“Até que enfim, sexta!” Foi o primeiro pensamento a passar pela sua cabeça ao acordar naquela sexta ensolarada. Mas não porque simplesmente era sexta. Poderia muito bem ser uma segunda, uma terça… Seu bom humor seria o mesmo. Há dois dias que a barriga doía de ansiedade, esperando por aquele momento. Desde que marcaram o café, tão casual e tão importante, ela não pensa em nada, senão nele.

A caminho do trabalho, prestou mais atenção nas ruas, nas pessoas, nas cores. NADA, nada mesmo tiraria dela a sensação de que era um dia especial. Queria que todos soubessem como ela estava feliz. E o principal: queria saber se ele também estava.

Durante o dia, se conteve em notícias, em ataques suicidas, em visitas de chefes de Estado. Afinal, é o seu trabalho. Mas a cada lapso, lá estava ele, acompanhado de boas lembranças. As horas daquele dia teimavam em não passar. As borboletas em seu estômago estavam virando lagartas novamente e a corroendo por dentro. A garota, já bem neurótica, de um jeito que só ela sabe ser, até pensou em não ir. Será que tinha sido uma boa ideia? De repente, não sabia o que falar, como agir. E olha que eram amigos há tempos.

18h30, finalmente! Finalmente seria se ela pudesse ir embora. Um imprevisto no trabalho, e lá vai ela se arrastar por mais alguns bons 15 minutos: menos tempo ao lado dele.

Ao sair do trabalho, voou para o metrô, mesmo porque já estava atrasada. Na Avenida Paulista, cenário escolhido para o encontro, só ela corria contra o relógio. Fim de expediente, todos estavam em total clima de descontração. Não sei como, mas desde a estação até encontrá-lo, ela não respirava. As pessoas passavam ao seu lado? Que pessoas? Nao via ninguém, não escutava nada. Nem os caras jovens de social, que outrora eram a sua principal distração pela avenida, estavam lá. Se estavam, estavam se escondendo dela. O coração, quase saltando de sua boca, parou. Foi quando ela o viu.

Lá estava ele, esperando-a em frente ao local combinado. Por alguns instantes, ela o fitou em silêncio. As pessoas voltaram a passear pela avenida. Os carros estavam nas ruas, assim como os ônibus, os skates, as bicicletas. Ele estava ali. Ela estava ali. Eles estavam ali. E o passado? Porque, sim, eles tiveram algo. Algo que ela mesma tentou por muito que não existisse. Algo que, agora, ela tenta inutilmente resgatar.

E aí? “Tarde demais para desistir”, ela pensou. Mas, desistir por que? Não foi ela quem propôs um café? Embora ela soubesse das consequências que aquele café traria, ela quis assim. Ela sabia que seria assim. Valeria à pena? Toda aquela ansiedade, a angústia da espera, a vontade de matar as horas. Valeria?

Foi até ele e o beijou no rosto. As borboletas em seu estômago voltaram a ter asas coloridas e começaram a festejar aquele delicioso encontro. Foi aí que ela teve certeza: sim, vale a pena, como sempre valerá. E ela? Ela cai, tropeça, se machuca, mas se levanta. Ela chora, ela sente, ela se arrepende e até se odeia por alguns instantes. E ela continua na espera…

*Post dedicado ao pai do Hermes ;)

Acho que um dos melhores clipes que eu já vi… Pode acreditar!

Marcelo D2, com participação de Seu Jorge – Pode Acreditar

Conto de fadas

16/10/2009

Conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, transou bastante, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o bilau caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

Luís Fernando Veríssimo

Xô, preguiça!

04/10/2009

Pois é, estou mega sem tempo, e o blog não é uma de minhas prioridades. Nem gosto dele mesmo, mas prometo não abandoná-lo! :)

Esse post, numa tarde de domingo, estudando para a prova de Comunicação Empresarial estou ferrada, é só pra compartilhar uma pequena bizarrice da semana.

Estava eu bem linda no ônibus indo trabalhar, quando entra uma garota bem, digamos, fofinha. Ela, toda esportista, com roupinha de academia (que, aliás,  fica em frente ao ponto que ela entrou), vestia uma camiseta com os dizeres “Xô, preguiça!“. Super geração saúde.

Logo, pensei: “Pô, que vergonha! Devia fazer o mesmo. Acordar mais cedo, fazer uma atividade física, parar de beber, comer melhor, me organizar mais, ser mais paciente”. Enfim, a menina desencadeou uma verdadeira epifania em mim.

Antes que eu pudesse completar meu raciocínio de uma vida mais cor-de-rosa, me deparei com a garota acionando a parada do buzão.

Sim, depois de 2 pontos (contados), a garota desceu. Xô, preguiça é o cacete.

Esses dias na facul, fui trocar de bolsa com a . Eu lá, tirando tudo (da bolsa), colocando em cima da mesa.

Gente, que absurdo! Fiquei uns 10 minutos reparando o que eu carrego comigo todos os dias. Como dá pra você desvendar uma mulher apenas pelo o que ela leva consigo pra cima e pra baixo…

A minha agenda, o mínimo de organização que eu consigo me proporcionar, mas que mesmo assim não me ajuda em nada!

O chaveiro de casa, com uma caveirinha, um pino de extintor, uma bolinha de sinuca e um coração com o meu nome, que ganhei da minha mãe quando tinha uns 7 anos. Vá lá, a bolinha de sinuca me quebra, mas o coraçãozinho mostra que eu sou um doce de candura!

O estojo, com pasta e escova de dentes… menina trabalhadora, passa o dia inteiro fora de casa. Assim como os guardanapos, os cotonetes… sou meio neurótica com limpeza.

Quatro máscaras para cílios (ok, isso se chama rímel!), para apenas dois olhos. Vaidosa demais? Não, apenas pra espantar a cara de sono, acredite.

A carteira, toda frufrusinha, bordada… Já disse que eu sou um doce de candura?

Milhares de grampos, elásticos, clipes. A mania de juntar besteiras!

O Mozart, meu mp3. Não vivo sem! É minha escapatória do mundo lotado dos ônibus e metrôs.

Papel, papelzinho, papelzão. Ah, e as canetas. A mania de juntar besteiras domina a minha bolsa, de verdade.

Quando me dei conta, estava já bem incomodada com aquela exposição toda.

E no meio disso tudo, no mundo da Luiza on the table, o ser humano ao meu lado só se deteve numa coisa:

“Esse Engov te entrega, hein?”

Algumas fotos. Há quem guarde roupas, alguns pertences pessoais. Não sei vocês, mas eu acredito que quanto mais você segure uma pessoa que morreu, é pior para ela ir embora de verdade.

Eu já perdi pessoas extremamente caras pra mim. Meu pai, em 2004. Minha avó, em 2006. Meu vô, em março desse ano. É engraçado como a vida é uma coisa estranha. A gente faz de tudo, trabalhamos como desgraçados, sempre com pressa. Gastamos dinheiro, poupamos amor. Sofremos, sentimos dor, choramos. E no final, pra quê? Todos nós nos tornaremos apenas uma caixa de documentos um dia.

Sempre que eu abro o armário de bolsas aqui de casa, me deparo com uma caixa-arquivo azul no canto direito. Ele está lá, com uma etiqueta que eu mesma escrevi “papai”. Como 48 anos se resumem apenas numa caixa? Superestranho.

Sábado passado eu fui na casa do meu vô com a minha vó, terminar de esvaziar. Esvaziar a casa. Dar destino à coisas que não são suas é totalmente desconfortável. A sensação de tudo que está ali te remeter ao antigo dono dói demais.

Sim, uma caixa de documentos. Algumas fotos. As lembranças? Ah…essas sim, são muitas.

Você

27/08/2009

Dead Fish, uma das preferidas!

Faça-se a razão…

Beijoboanoiteamanhãésexta! ;*