Pois é. Momentos sozinha na facul, com uma caixinha de Eskibon, me deixam um tanto quanto reflexiva.

A caixinha em questão me fez pensar, e muito, sobre a minha fidelidade (ou a falta dela) comigo mesma. Porra, eu sou frouxa pra caramba! A promessa que me fiz de diminuir os doces, para, consequentemente, diminuir os centímetros da minha bunda gigante coxa, vai pelo cano todo santo dia.

Puxando pela memória, me lembrei de uma reportagem muito boa que li na Vida Simples sobre auto-sabotagem (aposto que você não leu, portanto, clique aqui), e me dei conta do quão adepta eu sou dessa prática.

Os cinco minutinhos que me fazem perder o horário. A indecisão de escolher uma roupa para sair de casa, indo trabalhar com a única que os tais cinco minutinhos me permitem. A minha falta de organização. O porre de sábado, que me faz prometer todo fim de semana que nunca mais vou beber. As mesmas brigas, os mesmos erros, as mesmas reclamações.

De repente, Chico Buarque se materializou na minha frente, riscado em dois versos. “Todo dia ela faz tudo sempre igual”. Isso me incomodou. E me incomoda.

Como diria uma amiga minha, “Ah, meu… Por que eu sou assim?”. E pelo jeito, é porque eu quero ser assim. Eu devo ser muito previsível. Pensando melhor, eu devo ser extremamente previsível!! Até uma cabine para chamar de minha, seja no banheiro da facul ou do trampo, eu tenho! E olha que tem n banheiros na Rio Branco. E eu elegi uma em cada um deles.

Pensar que amanhã será um novo dia, mas repleto de velhos erros, me emputece. Dia após dia. Semana após semana. Ano após ano? Não, chega.

Quer saber? Amanhã mesmo eu troco a minha cabine no banheiro.

“Até que enfim, sexta!” Foi o primeiro pensamento a passar pela sua cabeça ao acordar naquela sexta ensolarada. Mas não porque simplesmente era sexta. Poderia muito bem ser uma segunda, uma terça… Seu bom humor seria o mesmo. Há dois dias que a barriga doía de ansiedade, esperando por aquele momento. Desde que marcaram o café, tão casual e tão importante, ela não pensa em nada, senão nele.

A caminho do trabalho, prestou mais atenção nas ruas, nas pessoas, nas cores. NADA, nada mesmo tiraria dela a sensação de que era um dia especial. Queria que todos soubessem como ela estava feliz. E o principal: queria saber se ele também estava.

Durante o dia, se conteve em notícias, em ataques suicidas, em visitas de chefes de Estado. Afinal, é o seu trabalho. Mas a cada lapso, lá estava ele, acompanhado de boas lembranças. As horas daquele dia teimavam em não passar. As borboletas em seu estômago estavam virando lagartas novamente e a corroendo por dentro. A garota, já bem neurótica, de um jeito que só ela sabe ser, até pensou em não ir. Será que tinha sido uma boa ideia? De repente, não sabia o que falar, como agir. E olha que eram amigos há tempos.

18h30, finalmente! Finalmente seria se ela pudesse ir embora. Um imprevisto no trabalho, e lá vai ela se arrastar por mais alguns bons 15 minutos: menos tempo ao lado dele.

Ao sair do trabalho, voou para o metrô, mesmo porque já estava atrasada. Na Avenida Paulista, cenário escolhido para o encontro, só ela corria contra o relógio. Fim de expediente, todos estavam em total clima de descontração. Não sei como, mas desde a estação até encontrá-lo, ela não respirava. As pessoas passavam ao seu lado? Que pessoas? Nao via ninguém, não escutava nada. Nem os caras jovens de social, que outrora eram a sua principal distração pela avenida, estavam lá. Se estavam, estavam se escondendo dela. O coração, quase saltando de sua boca, parou. Foi quando ela o viu.

Lá estava ele, esperando-a em frente ao local combinado. Por alguns instantes, ela o fitou em silêncio. As pessoas voltaram a passear pela avenida. Os carros estavam nas ruas, assim como os ônibus, os skates, as bicicletas. Ele estava ali. Ela estava ali. Eles estavam ali. E o passado? Porque, sim, eles tiveram algo. Algo que ela mesma tentou por muito que não existisse. Algo que, agora, ela tenta inutilmente resgatar.

E aí? “Tarde demais para desistir”, ela pensou. Mas, desistir por que? Não foi ela quem propôs um café? Embora ela soubesse das consequências que aquele café traria, ela quis assim. Ela sabia que seria assim. Valeria à pena? Toda aquela ansiedade, a angústia da espera, a vontade de matar as horas. Valeria?

Foi até ele e o beijou no rosto. As borboletas em seu estômago voltaram a ter asas coloridas e começaram a festejar aquele delicioso encontro. Foi aí que ela teve certeza: sim, vale a pena, como sempre valerá. E ela? Ela cai, tropeça, se machuca, mas se levanta. Ela chora, ela sente, ela se arrepende e até se odeia por alguns instantes. E ela continua na espera…

*Post dedicado ao pai do Hermes ;)

Acho que um dos melhores clipes que eu já vi… Pode acreditar!

Marcelo D2, com participação de Seu Jorge – Pode Acreditar

Conto de fadas

16/10/2009

Conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, transou bastante, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o bilau caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

Luís Fernando Veríssimo

Xô, preguiça!

04/10/2009

Pois é, estou mega sem tempo, e o blog não é uma de minhas prioridades. Nem gosto dele mesmo, mas prometo não abandoná-lo! :)

Esse post, numa tarde de domingo, estudando para a prova de Comunicação Empresarial estou ferrada, é só pra compartilhar uma pequena bizarrice da semana.

Estava eu bem linda no ônibus indo trabalhar, quando entra uma garota bem, digamos, fofinha. Ela, toda esportista, com roupinha de academia (que, aliás,  fica em frente ao ponto que ela entrou), vestia uma camiseta com os dizeres “Xô, preguiça!“. Super geração saúde.

Logo, pensei: “Pô, que vergonha! Devia fazer o mesmo. Acordar mais cedo, fazer uma atividade física, parar de beber, comer melhor, me organizar mais, ser mais paciente”. Enfim, a menina desencadeou uma verdadeira epifania em mim.

Antes que eu pudesse completar meu raciocínio de uma vida mais cor-de-rosa, me deparei com a garota acionando a parada do buzão.

Sim, depois de 2 pontos (contados), a garota desceu. Xô, preguiça é o cacete.

Esses dias na facul, fui trocar de bolsa com a . Eu lá, tirando tudo (da bolsa), colocando em cima da mesa.

Gente, que absurdo! Fiquei uns 10 minutos reparando o que eu carrego comigo todos os dias. Como dá pra você desvendar uma mulher apenas pelo o que ela leva consigo pra cima e pra baixo…

A minha agenda, o mínimo de organização que eu consigo me proporcionar, mas que mesmo assim não me ajuda em nada!

O chaveiro de casa, com uma caveirinha, um pino de extintor, uma bolinha de sinuca e um coração com o meu nome, que ganhei da minha mãe quando tinha uns 7 anos. Vá lá, a bolinha de sinuca me quebra, mas o coraçãozinho mostra que eu sou um doce de candura!

O estojo, com pasta e escova de dentes… menina trabalhadora, passa o dia inteiro fora de casa. Assim como os guardanapos, os cotonetes… sou meio neurótica com limpeza.

Quatro máscaras para cílios (ok, isso se chama rímel!), para apenas dois olhos. Vaidosa demais? Não, apenas pra espantar a cara de sono, acredite.

A carteira, toda frufrusinha, bordada… Já disse que eu sou um doce de candura?

Milhares de grampos, elásticos, clipes. A mania de juntar besteiras!

O Mozart, meu mp3. Não vivo sem! É minha escapatória do mundo lotado dos ônibus e metrôs.

Papel, papelzinho, papelzão. Ah, e as canetas. A mania de juntar besteiras domina a minha bolsa, de verdade.

Quando me dei conta, estava já bem incomodada com aquela exposição toda.

E no meio disso tudo, no mundo da Luiza on the table, o ser humano ao meu lado só se deteve numa coisa:

“Esse Engov te entrega, hein?”

Algumas fotos. Há quem guarde roupas, alguns pertences pessoais. Não sei vocês, mas eu acredito que quanto mais você segure uma pessoa que morreu, é pior para ela ir embora de verdade.

Eu já perdi pessoas extremamente caras pra mim. Meu pai, em 2004. Minha avó, em 2006. Meu vô, em março desse ano. É engraçado como a vida é uma coisa estranha. A gente faz de tudo, trabalhamos como desgraçados, sempre com pressa. Gastamos dinheiro, poupamos amor. Sofremos, sentimos dor, choramos. E no final, pra quê? Todos nós nos tornaremos apenas uma caixa de documentos um dia.

Sempre que eu abro o armário de bolsas aqui de casa, me deparo com uma caixa-arquivo azul no canto direito. Ele está lá, com uma etiqueta que eu mesma escrevi “papai”. Como 48 anos se resumem apenas numa caixa? Superestranho.

Sábado passado eu fui na casa do meu vô com a minha vó, terminar de esvaziar. Esvaziar a casa. Dar destino à coisas que não são suas é totalmente desconfortável. A sensação de tudo que está ali te remeter ao antigo dono dói demais.

Sim, uma caixa de documentos. Algumas fotos. As lembranças? Ah…essas sim, são muitas.

Você

27/08/2009

Dead Fish, uma das preferidas!

Faça-se a razão…

Beijoboanoiteamanhãésexta! ;*

Acho que as únicas respostas cabíveis quando te perguntam se você bebe, seriam sim ou não. Né?

Esse socialmente me dá uma ideia tão superficial. Tão superficial, aliás, como qualquer atitude que as pessoas tomem, somente para agradar, quando estão com os outros.

Um professor meu comentou esses dias na aula a necessidade de aceitação das pessoas. “Decifra-me ou te devoro” devia ser eleito o lema oficial dos círculos socias.

Esse negócio de beber socialmente é um ótimo exemplo. As pessoas bebem pra que? Pra se enturmar, pra fazer pose… PRA QUE? Se você não bebe, não é porque está num lugar com gente bebendo que vai tomar uma taça de vinho para acompanhar.

Se fosse assim, teríamos inúmeras situações semelhantes. Há quem fume socialmente. Quem dê risada socialmente. Quem ature a sogra socialmente. Quem tente ser social socialmente!

Bom, eu bebo. E pra caramba.

Antes de tudo, olá pra todos de novo! Sim, minhas férias foram ótimas, obrigada!

Enfim, eu ia voltar a postar só na segunda, 17. Minhas aulas, assim como de várias pessoas, foram adiadas! Maaaas, além das diversas broncas que eu levei por causa dessas férias do blog (deixa de ser preguiçosa e posta naquela merda!), os acontecimentos recentes merecem uma reflexão!

Estou escrevendo sem ideias, sem rascunho. Conforme for saindo, vai ficar, ok?

Hoje, dia 14/08, eu completo 1 ano e 5 meses de Casos de Família. Hoje, após 1 ano e 5 meses, foi o dia mais difícil que eu já passei naquela produção. Fui trabalhar mais nervosa do que estava no dia 14 de março de 2008, quando cheguei no SBT sem nem saber pra onde ir. Hoje eu sabia onde ir, o nome das pessoas pelo corredor, sabia tudo. E confirmei o que sempre soube: um dia eu iria trampar sabendo que era meu último dia!

É estranho entrar no fretado e perceber que não vou mais pegá-lo pra ir trampar. Olhar pra todos meus amigos e ter a certeza de que não vou mais vê-los todo dia. Cara, segunda-feira tem reunião geral e eu não vou estar lá!

Ok, agora começa o desabafo! Gente, foram tantas coisas que eu passei no Casos! É sério: só quem já foi Casos de Família sabe como é: NUNCA um dia é como o outro. Você trabalha pra caramba, consegue passar uma semana sem almoçar direito e nem se dá conta. Entra nos lugares mais miseráveis, conversa com as pessoas mais estranhas, aborda gente na rua, corre que nem um desgraçado, escuta as coisas mais ridículas, tem os melhores amigos que pode imaginar! Eu vi o programa nº1000 acontecer. Vi a troca de apresentadoras. Vi, no mínimo, uns 15 estagiários novos entrarem e saírem.  Tive meus piores dias lá, e os melhores também. Já chorei escondida no meio da favela, achando que não ia aguentar a pressão. Já dei tanta risada a ponto de achar que ia fazer xixi na calça! Foram incontáveis kilômetros rodados, N horas no trânsito louco de São Paulo. Do extremo da Zona Sul, além do Grajaú. Nos confins da Zona Norte, bem depois de Jova Rural. Lugares que nunca chegam no final da Zona Leste… Depois de Casos, longe é realmente um lugar que não existe! Milhares de entrevistas, muitos convidados. Não faço ideia de quantas casas eu entrei, nem de quantos casos eu levei, nem de quantos programas gravei. Muitos copos de café, muitos documentos xerocados e relatórios feitos. Muitos dias de bar, muitos rolês estranhos e meu, poucos, mas VALIOSOS DEMAIS, amigos!

Só agora tá caindo a ficha. Eu, como chorona absoluta, já estou aos prantos faz tempo! Mas é como o Dr Ildo, o psicólogo do Casos, me disse hoje: “Dor e alegria não são sentimentos incompatíveis! É normal e totalmente aceitável você se sentir assim!”. Assim, meio besta, sabe?

Segunda eu começo em um outro emprego. Um novo ciclo, um novo aprendizado. Se vai dar certo eu não sei, mas estou apostando todas as minhas fichas e confesso estar bem empolgada! Finalmente eu vou pra redação… notícias notícias e notícias! Que na MixTV eu me sinta tão bem como eu me sentia no SBT…

Enfim, de uma coisa eu tenho certeza: NUNCA vou me esquecer do Casos! Nunca! Só tenho a agradecer por tudo, por todos os momentos. Pelo que aprendi e principalemnte o quanto eu cresci lá dentro. Como pessoa e como profissional… Meu primeiro estágio, que bonitinho!

Como cantaria o Rei em uma das minhas músicas preferidas, “o importante é que emoções eu vivi!

Boa sorte pra mim, beijomeliga! ;*